09/06/09


Penso ser oportuno apresentar-vos o recente lançamento do livro Enfermagem em Ortotraumatologia onde no capitulo 5 (pag 103 a 125) falo sobre as INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA IMOBILIZAÇÃO GESSADA E/OU COM LIGADURAS




10.00€
O PREÇO EM VIGOR É DE LANÇAMENTO
Editora: FORMASAU
Ano de Edição: 2009

SUMÁRIO

1 - AVALIAÇÃO DA PESSOA COM ALTERAÇÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

2 - MEIOS COMPLEMENTARES DE DIAGNÓSTICO EM ORTOTRAUMATOLOGIA

3 - LESÕES TRAUMÁTICAS DO APARELHO LOCOMOTOR

4 - INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM A PESSOAS SUBMETIDAS A TRACÇÃO

5 - INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA IMOBILIZAÇÃO GESSADA E/OU COM LIGADURAS

6 - INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM À PESSOA SUBMETIDA A TRATAMENTO CIRÚRGICO ORTOPÉDICO E TRAUMATOLÓGICO

6.1 - Artroplastia da Anca

6.2 - Artroplastia do Joelho

6.3 - Fracturas do terço superior do Fémur

6.4 - Lesões do Ligamento cruzado anterior

7 - INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM EM PESSOAS COM ALTERAÇÕES DA MOBILIDADE DO OMBRO

8 - CUIDADOS DE ENFERMAGEM À PESSOA COM PROBLEMAS ARTICULARES DEGENERATIVOS

9 - CUIDADOS DE ENFERMAGEM À PESSOA SUBMETIDA A AMPUTAÇÃO

10 - CUIDADOS DE ENFERMAGEM NOS TUMORES ÓSSEOS


NOTA EDITORIAL

Os problemas de saúde provenientes de alterações a nível do sistema locomotor, seja de causa traumática ou não traumática, têm vindo a aumentar nos últimos anos. Para acompanhar esta situação têm sido desenvolvidos novos métodos de diagnóstico e tratamento que têm contribuído para reduzir os riscos de intervenção cirúrgica e outras intervenções mais conservadoras, diminuindo os tempos de internamento e de imobilização, permitindo níveis de cuidados mais eficazes e de melhor qualidade.

Esta situação exige dos profissionais de saúde uma actualização de conhecimentos contínua e permanente, pois só assim poderão prestar melhores cuidados, prevenir, manter e aumentar a capacidade funcional das pessoas e famílias, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

Este livro é constituído por uma colectânea de textos de diversos autores a nível nacional, provenientes de vários serviços de ortopedia e traumatologia, com experiências diversas e porventura alguns dos melhores especialistas de enfermagem nesta área clínica.

Pretende-se analisar e reflectir, embora duma forma sintética e global, sobre alguns dos métodos de avaliação mais usados, sobre alguns dos problemas mais comuns das pessoas que recorrem aos nossos serviços de ortopedia e traumatologia, sejam eles a nível hospitalar ou a nível comunitário, e as principais intervenções de enfermagem para minimizar os referidos problemas.

Esta publicação, sem substituir a consulta de outras obras, apresenta uma estrutura e organização, com capítulos independentes, mas interrelacionados entre si, ilustrado com imagens e quadros, permitindo aos profissionais de saúde, nomeadamente, aos enfermeiros, aos estudantes de enfermagem e docentes que se interessam por esta área, relembrar, adquirir, aumentar e completar os seus conhecimentos técnico-cientificos.

Terminamos esta nota, agradecendo a participação e colaboração dos diversos enfermeiros que permitiram a concretização deste projecto.

O s Coordenadores de Edição

07/06/09

Workshop sobre Imobilizações no ULS Matosinhos- Hospital Pedro Hispano.

Estive presente no dia 06 de Junho de 2009 (sábado) no excelente Workshop sobre Imobilizações no ULS Matosinhos- Hospital Pedro Hispano.

O Serviço de Ortopedia do Hospital Pedro Hispano da ULS de Matosinhos convidou varios enfermeiros para participarem no Workshop sobre imobilizações em ortopedia e traumatologia, tendo como objectivos:

- proporcionar momentos de reflexão e troca de experiências sobre as diferentes abordagens desta temática entre os vários serviços de Ortopedia das instituições envolvidas.

- dar resposta ao convite formulado pelo Hospital de Santa Maria da Feira, dando assim continuidade á organização destes eventos entre as instituições envolvidas.

Do programa constou

Abertura do secretariado e Sessão de Abertura pela Sra Fátima Campos Enfermeira Chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital Pedro Hispano, Sra Margarida Filipe Enfermeira Directora do Hospital Pedro Hispano e pelo Dr. Leite da Cunha Director do Serviço de Ortopedia do Hospital Pedro Hispano.

Mesa I - Moderadora Enf. Margarida Filipe

AEPOT- Enf. Carmo Alves apresentou a recente criada Associação dos Enfermeiros Portugueses de Ortopedia e Traumatologia, e os seus objectivos (aenfermeirospot@gmail.com)(aenfermeirospot.blogspot.com)

Ordem dos Enfermeiros- Enf. Olga Fernandes

Após um excelente coffee Break seguiu-se

Mesa 2 -sendo Moderador o Enf. Luis Botelho do Hospital Privado do Porto

Historia das Imobilizações pelo Enf. Marinho do Hospital de S.João

Imobilizações dos Membros Superiores pelo Enf. Rui Rosas do Hospital Pedro Hispano

Prevenção de Úlceras de Pressão nas Imobilizações pela Enf. Cláudia Sousa do Hospital S.Sebastião

Imobilizações dos Membros Inferiores pela Enf. Emilia Rocha do Hospital Padre Américo

Seguiu-se uma Apresentação de Material de Imobilização pelo Enf. Luis Simões consultor da Firma HARTMANN patrocinadora do evento.

Transportados em dois autocarros os cerca de 100 enfermeiros presentes no encontro, para um excelente almoço de trabalho.

Da parte da tarde,

As imobilizações não gessadas foram uma excelente conferência pelo Enf. Braga

Imobilizações gessadas apresentadas pelo Enf. Emilio.

Lamento ter abandonado a sessão durante a exposição do muito respeitado Enfermeiro Emilio,mas devido ao adiantado da hora se tornou necessário para a minha deslocação para Coimbra.

Apenas agradecer o convite que me foi feito, enaltecer a excelente organização dos Enfermeiros do Serviço de Ortopedia do Hospital Pedro Hispano, da disponibilidade da D. Elisabete da firma Hartmann, de todos os prelectores que souberem transmitir conhecimento, defendendo a sua prática e enaltecendo a vertente cientifica.

Dos participantes, enalteço a atenção e o interesse da plateia em todos os momentos do programa do workshop,do silêncio na sala durante a apresentação dos temas, indicio do interesse da plateia e do debate de ideias nos momentos abertos a questões,sempre tão raro em outros eventos, e da troca de vivências e experiências.

Gostaria de ver publicados os resumos das exposições, caso os seus autores o autorizem.

A todos os envolvidos, os meus sinceros parabens, os Enfermeiros de Ortopedia estão motivados, mas eu espero muito mais dos ENFERMEIROS PORTUGUESES DE SALA DE GESSOS, bem hajam

31/07/08

Gypsotomia


Gypsotomia
Consiste no corte parcial, no sentido transversal num gesso que
contenha uma fractura com algum desvio de alinhamento.
Segundo as alterações a corrigir assim será denominado gypsotomia de adição ou de subtracção, executado após a secagem da imobilização, normalmente do membro inferior, permitindo uma aceitável correcção.

Gypsotomia de adição –após a execução de imobilização quando não se consegue um bom alinhamento ósseo dos topos da fractura, tentamos corrigir o desvio das fracturas com alguma angulação, numa manobra de adição de uma cunha no corte efectuado longitudinalmente no gesso de 1,5 a 2 cm.
Verifica-se no raio X o desvio e localizando no gesso já bem seco marca-se o local onde abrir um espaço para colocar uma cunha de madeira ou outro material não deformável. Com o afastamento dos bordos por pressão manual exercida no gesso de um e outro lado do corte, vamos conseguir um afastamento previamente considerado ideal para corrigir o desvio.

Colocamos a cunha em madeira e fixamos com circulares de gesso para encerrar todo o corte e respectiva cunha.
Verificamos no controlo radiográfico a necessidade de maior correcção.

Gypsotomia de subtracção – Retira-se com dois cortes no gesso da forma de um “gomo de laranja”, de acordo com o grau do desvio verificado.
Unem-se os bordos do gesso, de onde foi retirada o retalho, e fixa-se com ligadura gessada aplicada circularmente sobre o corte já unido.

Cuidados de Enfermagem após a gypsotomia – a vigilância durante as primeiras horas e avaliação de eventuais transtornos vasculares, sensitivos e da mobilidade. Um mau almofadamento da zona ou exagero da manobra poderão contribuir para esses transtornos.
Esta manobra por norma nunca hiper corrige. É importante o controlo radiográfico

29/05/08

Desdobravel para portadores de aparelhos gessados




Por me ter sido pedido, qual a informação a dar aos portadores de imobilizações, aqui deixo como exemplo este desdobravel, podem alterar os dados e adaptá-lo á vossa realidade, melhorando-o.

27/05/08

BRAÇAL funcional


No tratamento conservador das fracturas do terço superior e médio do úmero e já passado um tempo, normalmente de três semanas, em que já apresenta um “calo fibroso” e uma estabilidade da fractura, foi-nos pedido para substituir a Tala em “U” por um braçal.
Com o doente sentado num banco, liberta-se da imobilização anterior, a tala em “U”, efectua-se a limpeza cuidada da pele, sobretudo axila e flexura do cotovelo com água e sabão sem grandes manipulações, o doente segura a mão e deixa pendente o braço, permitindo-nos toda esta tarefa sem grandes queixas.
Necessitamos de :
– 2 metros de malha tubular de jersey 6cc
- 2 Ligadura de algodão prensado 10 cc
- 2 Ligaduras de resina sintética 7,5
- 1 Par de luvas
- Bacia com água morna 20º, tesoura
Iniciamos por colocar duas camadas de malha de jersey um pouco acima do acromio até um pouco abaixo do cotovelo, mais ou menos dois centímetros, para o voltear sobre o gesso. Depois de almofadar bem a região condiliana, colocamos a ligadura de resina desde o cotovelo à ponta do acromio, conforma-se bem e fazem-se os três pontos de apoio a saber (uma mão apoia o cotovelo por trás, o outro ponto é o próprio ombro e com a outra mão apoiada na face externa do braço contrariamos a tendência ao varismo das fracturas do úmero) enquanto o material sintético seca, isto em 1 a 3 minutos.
Optámos por não colocar o tensoplast a adaptar o braçal do ombro à omoplata, que sempre se descola e apresenta alterações da pele pela grande tensão provocada na pele e mesmo fenómenos alérgicos, mas sim colocamos uma banda de malha de gersey desde o braço, na sua face externa vai à axila contrária aqui leva um almofadamento com algodão dento da malha de jersey e volta para acabar no braço.
Seguidamente passamos a segunda ligadura de resina, ficando terminado o braçal funcional que permite amplos movimentos de flexão, extensão do cotovelo, pronação e supinação do punho e os movimentos permitidos do ombro.

15/05/08

Episódios, memórias e outras histórias.

A Novartis Farma, reuniu em livro estórias e episódios hilariantes da vida clínica e hospitalar. Como co-autor, e ao reler o livro achei oportuno transcrevêr para esta página as duas histórias em que participei e foram publicadas nas páginas 107 e 108.

O Corpo é que paga

O Oficial de serviço ao Corpo de Fuzileiros travou o seguinte diálogo, via telefone:
- Senhor Comandante, o marinheiro 471 partiu a bacia.
- Partiu, paga!
- Mas é a bacia do corpo!
- Não faz mal. Partiu aí no Corpo, paga aqui no Comando.

Prego Azarado
Na enfermaria de traumatologia, com cerca de 30 camas em redor de uma coluna branca até ao tecto e com alguns colchões espalhados pelo chão, o interno de ortopedia tinha dificuldade em identificar os acidentados recentes.
Dirigiu-se a um jovem com os cabelos emaranhados, face branca, olhos bem abertos, a espreitar pela barra do lençol:
- Então jovem o que é que te aconteceu?
- Sabe, há um ano que passo naquele cruzamento, áquela hora da manhã, e a "prego a fundo", ontem, passou um carro....

09/05/08

Remoção de aparelhos gessados







Remoção de aparelhos gessados


A maioria dos doentes têm uma má recordação do dia em que retiraram um gesso.

Esquecem a dor da fractura, mas lembram-se do sofrimento de cortar o gesso.


Mesmo os profissionais mais experientes e compreensivos não valorizam as queixas e receios dos doentes e iniciam a remoção do gesso sem preparar o doente física e psicologicamente, diminuindo o seu nível de ansiedade. Antes de retirar um gesso devemos explicar ao doente o que vamos fazer, o imenso barulho que a serra faz e que iremos ser cautelosos na remoção do gesso.


A serra de gessos é uma serra eléctrica de disco vibratório que é usada nos nossos dias, emite um ruído enorme e desagradável, tem acoplado um sistema de aspiração para as partículas e o pó que se libertam do gesso.
Nas regiões articulares, onde há proeminências ósseas, o gesso deve ser cautelosamente seccionado aos milímetros e lentamente com multipunções sem arrastar a lâmina do gesso, pressionando com firmeza contra o gesso, até se aperceber da falta de suporte duro e quando se ergue a lamina e se avança 1,5 cm na direcção do corte. O aparelho é cortado por uma série de pressões alternadas e sucessivas ao longo da linha de corte.
A lâmina vibratória, não produz corte giratório, mas ao vibrar corta o gesso e aquece pela resistência provocada pelo gesso, ainda mais notório nas resinas sintéticas, pode queimar os tecidos, a pele se houver deficiente almofadamento, e grande pressão no mesmo local de encontro à pele ou saliências ósseas.

Devemos sempre fazer dois cortes longitudinais de forma a criar duas valvas, posterior e anterior, para que ao ser retirado o membro da imobilização não faça movimentos anormais de rotação e instabilize a fractura ainda recente.
De todos os materiais para retirar um gesso, a serra eléctrica sendo cautelosamente usada é um instrumento sem perigos, desde que haja almofadamento adequado do aparelho gessado e alguma experiência e cuidado no seu uso.

Após retirar o aparelho gessado, lavar a área com água e sabão, no membro inferior pode-se aplicar uma contenção elástica, porque a circulação que se habituara a uma contenção externa rígida, subitamente retirada, pode causar desenvolvimento de pronunciado edema. Sem tratamento, o edema pode recidivar diariamente por vários meses e até anos. Tal como no membro inferior, também no membro superior após a lavagem e secagem devemos colocar um creme gordo para auxiliar na remoção da camada de células descamadas e mortas que nos aparecem na pele da região imobilizada. Passados um a dois dias, voltamos a fazer uma nova limpeza da região com água e sabão e retiram-se as crostas sem escarificar a pele ou suturas recentes.
O doente já sem a imobilização pode queixar-se de dor e rigidez na área antes imobilizada, devido ao tempo prolongado em que esteve imobilizado. Devemos apoiar de maneira que fique na posição em que estava no aparelho gessado ou mesmo, colocar em uma das valvas retiradas do gesso de preferência a posterior, apenas para alguns dias e adaptar com ligadura de pano ou semielástica.
Estimular o doente a continuar com os exercícios isométricos e a progredir com o programa de reabilitação, ou outra etapa do tratamento.